recebida pelo Comando do BCav 3871
...e por todos os Cavaleiros que estavam presentes no Quarel...
(porque alguns estavam na mata em patrulha)
...e por todos os Cavaleiros que estavam presentes no Quarel...(porque alguns estavam na mata em patrulha)





2 comentários:
Cmarada José Coelho:
Fui encontrar, no teu belíssimo, Toca dos Coelhos, uma inesperada (e surpreendente) referência à Amália, a nossa Amália, que morreu faz precisamente hoje 10 anos. E mais: encontrei várias preciosas (e desconhecidas) fotos da Amália entre combatentes da guerra colonial, no enclave de Cabinda, Angola...
São fotos raras, a Amália no meio da tropa... A Amália nunca foi à Guiné, que eu saiba. Em contrapartida, actuou diversas vezes em tournées, em Angola (1951, 1962, 1966, 1971, 1972) e em Moçambique (1951, 1966, 1969, 1972).
O teu poste do José Coelho tem um título bonito: A D. Amália Rodrigues foi ao Maiombe visitar-nos...
Dona Amália era o tratamento, cerimonioso, respeitador e bem português, dado pelas pessoas do povo à grande diva do fado, a Voz, a nossa Voz... Maiombe era a grande floresta de Cabinda, o enclave de Cabinda, onde o MPLA fazia luta de guerrilha.
E tu és um dos três administradores e animadores do blogue da família Coelho, com raízes alentejanas. És o pai do Pedro Coelho e o sogro da Ana, segundo li e percebi...
Foi isso que publiquei no meu/nosso blogue, chamado Luís Graça e Camradas da Guiné:
O José Coelho é natural da freguesia de Beirã, concelho de Marvão, Alto Alentejo... Fez uma comissão em Angola, integrado no BCAV 3871 - Cavaleiros de Maiombe (Belize, Cabinda, 1972/74).... Os Cavaleiros de Maiombe reuniram-se, pela primeira vez, em 2009, ao fim de 35 anos, em 10 de Maio de 2009. O José Manuel Lourenço Coelho era de transmissões, e pertencia à CCS. Hoje é reformado da GNR, presumo com o posto de sargento. O seu poeta favorito é o Aleixo. Faz cicloturismo e BTT. Parece ser um verdadeiro 'pater familias'.
A Toca dos Coelhos (nome da casa da família em Marvão) é descrita como 'um espaço onde a nossa Família pode deixar aquilo que vem na alma. Devido à distância que me separa dos meus Pais e Irmão e Família em geral, penso ser um local onde poderemos rever e deixar os nossos testemunhos e recordações, assim como de tudo um pouco'... A origem do blogue remonta a 17 de Novembro de 2008. O Pedro também é militar da GNR e vive em Setúbal.
O José Coelho, nosso camarada, descreve asssim (de acordo com as legendas das fotos que publicou) o dia em que os felizardos da CCS do BCAV 3871 Cavaleiros de Maiombe - receberam a visita da D. Amália:
'Dia 1 de Maio de 1972, acabadinha de aterrar no Belize, recebida pelo Comando do BCav 3871, e por todos os Cavaleiros [de Maiombe] que estavam presentes no Quarel...(porque alguns estavam na mata em patrulha)... Simpatiquíssima... Tomou um drink na messe... Cantou para nós, deu um beijinho a cada um e uma foto sua, autografada... Foi um dia memorável para todos nós... 35 anos depois, e mais uma vez, obrigado, D. Amália'. (...)
Peço-te, camarada José Coelho, que med perdoes e me releve este notório abuso, esta ousadia de te pedir, emprestadas, as quatro fotos do teu álbum que acabo de reproduzir no blogue, a pretexto da efeméride dos 10 anos da morte da Amália)...
É uma homenagem aos Cavaleiros de Maiombe e a todos os fãs da Amália (não gosto de lhe chamar dona...). Que saudades daquela voz, e daquela grande cantora portuguesa (e mundial) que é hoje, incontornavelmente, uma figura maior da nossa cultura... e da nossa história.
(Continua)
COntinuação:
(...) Amália agiganta-se à medida que o tempo que passa... Há dez anos que ela está no Olimpo, lá no 'assento etéreo', muito acima das pequenas quezílias, paixões, safadezas, sacanices, portuguesices, etc., que vão alimentando o nosso pequeníssimo quotidiano... Tenho uma imensa pena de nunca a ter visto e ouvido ao vivo...
Fui criado na cultura (contestatária) dos anti-F (fado, futebol, Fátima, fascismo)... Mais tarde, como estudante de sociologia, na segunda metade da década de 1970, dei um pequeno contributo para reabilitar o fado como forma de cultura popular urbana, com mesma matriz histórica e sociológica do tango e do flamenco ... Um projecto que deve muito à ousadia, ao entusiasmo, ao saber e à liderança do meu professor de antropologia, o Joaquim Pais de Brito (director do Museu Nacional de Etnologia, desde 1993).
Curiosamente, 'redescobri' a Amália, aprendi a ouvi-la com 'outros ouvidos', em Setembro de 1980, no estrangeiro, em condições algo insólitas... Estava a fazer férias no País Basco, e cheguei a Guernica, ao parque de campismo, já de noite (e que noite, de temporal)... De repente, eu, a Alice e outro casal nosso amigo somos surpreendidos com um dos mais fabulosos fados da Amália (talvez o Povo que lavas no rio, Estranha forma de vida, Com que voz... - já não posso precisar), saído da instalação sonora do parque...
Ficámos siderados!... Alguém (um casal francês, ele camionista de um TIR, soubémos no dia seguinte) quis ter uma gentileza para os portugueses que chegavam a Guernica àquela estranha hora... Até então não tinha nenhum disco da Amália...
Hoje não tenho qualquer pudor em confessar, entre amigos, que cada vez mais sinto arrepios ao ouvir as interpretações da Amália, cuja voz, génio e talento só podem estar ao alcance de uma semi-deusa... (Não esqueço também o contributo dos nossos poetas e músicos, incluindo o genial Alan Oulman, Cruz Quebrada, 1928 - Paris, 1990).
Zé Coelho: Obrigado pelo 'empréstimo'... E se me permites uma sugestão, não percas a exposição que está no Museu Berardo, em Lisboa, a partir de hoje e até 2 de Fevereiro de 2010, Amália, Coração Independente. Há também a exposição, no Panteão Nacional, Amália no mundo - O Mundo de Amália.
Um Alfa Brava, um abraço, um quebra-costelas do Luís Graça (CCAÇ 12, Guiné, Bambadinca, 1969/71)
6 de Outubro de 2009
Guiné 63/74 - P5062: Efemérides (24): Amália (1/7/1920- 6/10/1999): Dez anos de saudade... (José Coelho / Luís Graça)
http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2009/10/guine-6374-p5062-efemerides-amalia.html
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